terça-feira, outubro 10, 2006

Desejos


Atar-te com fios invisíveis da mais pura seda.
Rasgar-me do que me (en)cobre.
Voar, tu e eu, até onde a imaginação nos levar.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Há desejos que só o corpo consegue transmitir.
Nenhuma palavra é tão intensa:
escrita, falada, ouvida, desenhada.
Só a minha pele consegue escrever no teu corpo aquilo por que ele anseia
Só os meus suspiros conseguem falar o que queres sentir.
Só os meus gemidos conseguem ouvir o que me queres dar.
Só nós, despojados de tudo somos capazes de desenhar
o que nos move,
o que nos une,
o que nos afasta do resto do mundo
o que nos prende, nos faz falta e nos abraça.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Impossíveis


Saciar a fome que tenho de ti.

Matar o desejo que me consome nas horas em que estamos
tu, eu
e o resto do mundo desaparece.

Secar a fonte
da atracção que nos (re)une.

sexta-feira, setembro 22, 2006

A que cheira o teu corpo?

Ao meu mel que se espalha e se entranha na tua pele.
Aos teus beijos que se confundem com os meus.


SMS:Pedidos teus são desejos cumpridos
(vestida de luxúria, despida de pecado, HOJE, estou aqui para o TEU deleite)

quarta-feira, setembro 20, 2006

Arrefece(-...)


Completa(-...) neste jogo que não tem fim.
Deixa(-...) levar pelo desejo,
percorrendo cada segundo de corpo,
cada minuto de palavras que ecoam,
que (...) queimam por dentro,
que (te) ardem por fora.
Sedução pura de sentidos
onde o querer(-...) é poder
e o desejar(-...) é realizar(-...)

terça-feira, setembro 05, 2006

Por vezes gosto de ser (a) outra.
Tu sabes.
Nós sabemos.
E assim nos entendemos.
De actuar como a pérfida que te castiga
e te recompensa,
satisfazendo os teus desejos mais carnais.
Sem pudor e
com mestria,
aquela que me ajudaste a alcançar,
levo-te por caminhos onde o prazer é imposto
por uma lei
que é nossa,
que habita aqui no nosso espaço
( privado ou público)

Ansiedade


Pensou em puxar de um cigarro para o sugar até ao fim. Mas, para quê? Afinal, não fumava, nunca o fizera, nunca tivera vontade de o fazer. Nem sequer tinha tabaco. A ansiedade aumentava ao ritmo das batidas do coração e necessitava de algo que a acalmasse. Da garrafeira escolheu uma colheita preciosa: seria esse o bálsamo que precisava e um preparativo para o que se seguiria.
Abriu a garrafa e deixou que o vinho respirasse o ar que o rodeava. Olhou em volta. Tudo parecia perfeito, embora o nervosismo a fizesse pensar que algo estaria errado. Voltou a olhar. Nada estava fora do lugar - não poderia estar. O ambiente morno, sem ser demasiado quente, os aromas doces e a luz ténue convidavam ao disfrutar de um prazer partilhado.
O néctar era perfeito. Bebeu um pouco. Tirou o relógio para não cair na tentação de o voltar a observar e constatar que nenhum tempo tinha passado. Dirigiu-se ao espelho e sorriu. Estava diferente e isso era-lhe agradável, pois gostava do que via, o que não acontecia há muito tempo. Essa confiança transparecia no olhar, o que a fez sorrir novamente. Tudo como planeado e nada deixado ao acaso. A surpresa surgiria ao abrir da porta sem que fosse necessário soar a campaínha.
Pegou novamente no copo e derramou umas gotas entre os seios; aparou o líquido e, lascivamente, direccionou-o para os mamilos...
Teria de esperar mais um pouco.

segunda-feira, setembro 04, 2006


Palavras para quê, quando o silêncio de dois corpos ecoa neste quarto vazio?
Vazio
de medo,
de pudor,
de receio.
A volúptia, que o inunda,
e o êxtase que o tornam pequeno falam por si.
Odores e sabores
que se confundem,
e que se completam
como nós.